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06 Dezembro 2007

Resenha de filme

Havia uma família que vivia feliz, formada por um casal e seus três filhos – dois meninos e uma menina; eram todos bondosos e seguidores dos mandamentos de Deus. Numa madrugada, entrou na casa dessa família uma pessoa que, por possuir livre-arbítrio, decidiu ser malvada – deliberadamente negou-se a seguir os mandamentos de Deus. Esta pessoa arrombou a porta dos fundos e dirigiu-se até o quarto onde as crianças estavam dormindo. Neste meio-tempo, o pai, que ouviu o barulho, pegou uma arma e foi verificar o que estava ocorrendo. O invasor estava portando uma faca e, com ela, matou uma das crianças enquanto dormia; quando ouviu o grito desesperado dos outros filhos, o pai apressou-se em direção ao quarto e abriu a porta, deparando-se com a cena. Mas o criminoso, por estar concentrado no seu ato, não percebeu que estava sendo observado; portanto prosseguiu, matando friamente outra criança com diversas facadas. Finalmente, restava apenas a garota – que não matou porque pretendia violentar antes. A criança estava totalmente indefensa e paralisada de medo; o criminoso, então, rasgou sua roupa e violou-a de modo imundo. Finalmente, quando estava prestes a tirar a vida da última criança, percebeu a presença do pai; então fugiu, pois viu que este estava armado. Depois de recuperar-se do estado de choque, a filha perguntou ao pai por que não havia feito nada para impedir o bandido. O pai, serenamente, responde: “Minha filha, você sabe que eu a amo do fundo do meu coração; sei que poderia ter impedido que você fosse estuprada e que um de seus irmãos fosse morto. Mas você precisa entender a minha situação: não sou ninguém para dizer o que as outras pessoas devem fazer de suas vidas; a liberdade humana é algo sagrado, e eu não tinha o direito de intervir no livre-arbítrio do criminoso que lhe violentou. Mas saiba, minha filha, que apesar desse incidente parecer puramente negativo, através dele, sem saber, você foi beneficiada: agora seu caráter será mais forte”.

Leiam Ateísmo & Liberdade, de André Díspore Cancian. Ou não.

No eMule tem um rascunho da primeira edição, boa sorte em tentar pega-lo!

Suas opiniões e/ou críticas são tão irrelevantes para mim quanto a minha foi para a sua (não)leitura.

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2 Comentários:

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