Doentes.net

30 Março 2008

Detalhes tão pequenos de nós dois

Querido diário, hoje acordamos ao som de Menudos, New Kids On The Block, ou alguma boyband atual, Paquitos, talvez Locomia. Olhei para baixo e comentei comigo mesmo "o que Pinky e eu poderíamos fazer de interessante hoje?".

Após dar aquela mijada de 12 horas consecutivas de sono na frente de um ventilador, volto ao computador para realizar a rotina matinal, verificar emails, scraps, fóruns, comentários, blogs, notícias, etc. Descubro que fui eleito moderador no concurso fotográfico. Na verdade eu já sabia que seria, já que 3 votaram em mim, 2 votaram na admin, e um votou numa foto ruim lá, —pior que a minha—. Se alguém votasse em qualquer outra, o prêmio seria automaticamente transferido.

Apos reclamar meu prêmio, começo a pensar comigo mesmo "o que Pinky e eu poderíamos fazer de interessante neste fórum?". Causar o caos e semear discórdia, é claro! Mas como fazer isto de uma forma discreta e arbitrária?

-continua-

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24 Março 2008

Luciano Huck doente(s.net)



Será que dengue só mata pobres?

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22 Março 2008

Pena que não pegou...

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20 Março 2008

Último texto

Sei que vocês tem acompanhado meus textos, bobagens que escrevo ou acho pela internet, mas isto chegou ao fim.
Lamento informar, mas a partir de hoje não haverá mais posts meus aqui no Doentes.net.

Foi legal enquanto durou. Mas simplesmente não dá mais... Internet se tornou um lugar estúpido, cheio de gente idiota, e que ainda acham engraçado ser assim.
Escrever textos para agradar ou apenas compartilhar coisas interessantes, quando a clientela limita-se a um monte de abobados e recalcados, não é produtivo. Ainda mais quando passa-se a valorizar mais os números em um 'counter' do que o conteúdo textual do blog. E isto nem é um blog!

Adeus pessoal...
ass.: Soretinho

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12 Março 2008

Crônicas do Cotidiano II

Genivaldo contra a Espanha

Genivaldo acordou pela manhã, abriu o jornal e irritou-se com as notícias.

- Agora mais essa... o governo espanhol anda maltratando os brasileiros...

Saiu de casa com uma idéia latente na cabeça:

- Queimarei uma bandeira da Espanha. O povo brasileiro merece mais respeito!!

Como no caminho que fazia diariamente até o trabalho, passava em frente ao consulado do país Ibérico, pensou rapidamente num plano. Comprou um litro de gasolina, colocou em uma garrafa de vinho barato, juntou alguns pedaços de tecido e pronto: lá estava um coquetel molotov pronto para ser lançado sobre a bandeira. Com sede por vingança, ele esperou anoitecer e então dirigiu-se em direção ao mastro onde estava o estandarte hispânico. Só tinha um pensamento em mente:

- Espanhóis malditos... Retaliação já!!!

Genivaldo se preparava para acender o artefato, quando Soraia, uma segurança de beleza fora do comum, morena... coxas esculturais... corpo em forma de violão... olhos verdes... bumbum empinadinho... peitos redondinhos... cabelos ondulados como uma samambaia... enfim, era a própria perfeição materializada na forma de guarda feminina. Ao ver a cena, Soraia sentiu uma inexplicável atração por aquele desconhecido e lhe perguntou:

- O que pretende fazer com isso?

-Odeio espanhóis, respondeu Genivaldo

Em seguida, não resistiu à beleza da segurança e teve uma forte ereção... O olhar da policial foi atraído para o volume em suas calças que, já excitada, lhe perguntou:

- Odeia espanhóis, não é... mas aposto que adora uma espanhola...

Então Soraia recolheu a bandeira, estendeu-a no chão, deitou sobre ela e chamou Genivaldo. Tiveram uma longa noite de sexo no estacionamento do consulado. Finalizou a noite com uma espanhola nos deliciosos seios de Soraia. Antes de ir embora ele usou a bandeira para limpar todo esperma que derramou no rosto daquela bela mulher.

No dia seguinte, ao olhar para o mastro, o cônsul da Espanha perdeu alguns minutos tentando entender a origem daquelas manchas esbranquiçadas no meio de sua bandeira...

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Botecos

Adoro botecos podres. Pintura descascada, decoração horrível, comida intragável, e principalmente o preço da bebida. Porra, o que me desanima nas famigeradas “baladas” é o preço do goró. Se a intenção é apenas beber e conversar, nada melhor que um bom boteco pé-de-porco. Divertido e econômico.

Um exemplo desses bares sujos que eu amo é insuperável Vai-e-Vem, do meu amigo Chumbinho, que fica na Rua Riachuelo quase na esquina com a 23 de maio. Lá temos tudo o que eu gosto num boteco, a parede é decorada com um escudo do Coringão e logo abaixo dele temos uma coleção de quadros com fotos das equipes que ganharam os principais títulos. Ah, e um poster do Santos, tendo-se em vista que o Chumbinho é santista. Corinthiano é o Alemão, El Patrón , dono do boteco, que tá sempre bêbedo e toda a vez que me vê me mostra algum CD que ele comprou, sempre Jazz, quase sempre Be-Bop. Não é em qualquer boteco dessa categoria que você vai ouvir Charlie Parker enquanto se degusta uma deliciosa dose de pinga com limão a R$ 0,80. Temos também os anúncios nas paredes: "Beirute", que ninguém nunca viu. "Peixes Frito", que além de não ter concordância, eles nunca o tiveram, de fato. E o melhor, "Ovos de GORDONA", que mesmo se existisse eu não gostaria NADA de experimentar.

Além do que temos a rica fauna que freqüenta o local. Meus amigos mais largados ( Almir, Mercury, Presunto...) , e as figurinhas carimbadas, o Perito Contador, o Livreiro, o Chefe da Segurança, o Valente, os taxistas... um mais bizarro que o outro. O Almir invariavelmente acabava jogando dominó com os taxistas, o Mercury sempre pegava ( e ainda pega ) mais um “querosene”, o Perito, chato pra caralho, sempre puxava assunto e a besta do Almir sempre acabava dando trela, felizmente isso agora é raro. Mas o mais legal é mesmo o Valente, um trintão com jeito meio psicótico, professor de fotografia. Fumeiro, bebum, barangueiro... Como todos nós. Além do que, vira e mexe tem um Hash do bom.

Uma vez era de tarde, tínhamos prova, e como não estávamos tão radicais como estamos hoje, fomos lá só pra tomar um cafezinho. Nisso tinha um tio muito estranho do nosso lado que começou a puxar assunto num portunhol tosco. E o Almir, só pra variar, deu trela. Pra que? O bicho começou a falar, falar, uma mentira pior que a outra. Falou que tinha apertado a mão do Guevara, que conhecia num-sei-quem, que iria fazer num-sei-que, enfim, que ele era muito foda. O que me intriga é a razão de um cara tão foda assim estar com um puta cheiro de cachaça a essa hora do dia...

Enfim, um lugar ótimo pra se chapar e trocar as idéias mais absurdas, bêbado, fumado e/ou cheirado, lá é o lugar, quando estamos de saco cheio do velho Porão, lá é o nosso doce refúgio, em meio aos ratos e baratas do Centrão.

Questão de identificação.

Braga

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09 Março 2008

Paternalismo Selvagem - Jogatina

Se existe uma coisa que odeio mais que tudo nessa vida (odeio muitas) é o Paternalismo. Pensei o quanto odiava o paternalismo depois de ouvir uma reportagem no jornal da Rede Globo, - que odeio também, ouvi a reportagem por osmose - que uma casa de caça-níqueis tinha sido fechada em São Paulo. Nunca, jamais em minha vida, vi uma máquina caça-níquel sair pelas ruas e colocar uma arma na cabeça de um pobre coitado pra roubar seus trocados. As vítimas - ou como preferir chamá-los - vão até ela de livre e espontânea vontade, mas os governantes insistem em dizer que o problema é deles, vício por vício deveriam proibir bebidas alcoólicas e cigarros, isso não alimenta o povo e eles ainda têm que pagar pelo tratamento. Isso não tem problema, ninguém sabe o que causa mal, só devemos beber com moderação e não beber quando dirigir.

Mas enquanto o governo desvia certos assuntos mais importantes, o povo acha que com esse gesto ele está sendo bem cuidado e se sente mais protegido e querido, tem alguém cuidando dele e assim pode fazer as merdas a vontade.

E como o povo gosta de colocar a culpa em alguém, melhor assim, caso ele seja flagrado numa casa de jogatina ou num puteiro pelo menos pode colocar a culpa no governo. Afinal a gente nunca sabe o que faz, vivemos totalmente alheios ao que é certo ou errado. A gente não sabe pensar. Pessoas más fazem a nossa cabeça todos os dias. Pensando bem as pessoas vivem alienadas. Precisamos ser protegidos dos malditos caça níqueis.

Caça-níquel é semelhante a uma urna eletrônica. Um jogo de azar como outro qualquer, o sujeito vai cheio de esperanças, aperta um botão, onde ele vê fotos de uns caras engraçados com cara de bonzinhos, escolhe e espera o resultado. Cem por cento das vezes sai perdendo e quem ganha é o dono da foto. E nesse caso ele é obrigado a jogar novamente, quase uma arma na cabeça.

Paternalismo pra mim é igual a uma mãe que dá um danoninho pra criança (que vale por um bifinho, grandes merdas) pra ele parar de encher o saco ou por preguiça mesmo de preparar algo saudável e que alimenta de verdade. Afinal tá pronto, pra que trabalho? Coma essa merda e pronto, eu sei o que é bom pra você.

Afinal se tem gente pra resolver problemas sociais para mim, é porque eles devem ser mais sábios... eu disse sábios?

Oh, sim, pra massa basta ter um título na frente do nome que já é alguma coisa, são realmente melhores que qualquer ser mortal: presidente, advogado, doutor, deputado, senador.

O governo deveria se preocupar menos como o povo gasta o seu dinheiro e se preocupar mais em como ele gasta o dinheiro do povo.

Hate é pessimista é só pensa em si mesma.

08 Março 2008

Poesias Doentias 05

"Eu tava caminhando no jardim
Quando vi uma rosa bela
Felicidade sem fim
E nenhuma fera

Eu estava tão feliz
O amor resplandece
Jesus agradece
O Senhor, eu o amo de coração
Por toda esta maravilha

Eu amo a natureza, eu amo a Deus
Eu amo tudo, até os ateus!
Corro e saltito, sem medo dos precípios!
Estou tão alegre, tudo é tão fofo e colorido!
Sou tão feliz pelo que foi me dado!

Por estar sem uma perna, sou feliz!
Por não ter braços, sou feliz!
Por ser retardado, sou feliz!
Por ter AIDS, sou feliz!

Comi várias putas, peguei DSTs
Droguei-me e me prostitui quarenta vezes
Mas a vida é bela e aqui estou, paciente terminal
Nesta cama deste público hospital!"

por <cH>. v?kv?k.

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07 Março 2008

Crônicas do Cotidiano

GENIVALDO E A VACA LOUCA

Genivaldo era trabalhador rural e cuidava do rebanho bovino do seu patrão. Ultimamente estava preocupado, pois os governos europeus haviam anunciado que não comprariam mais carne brasileira.

- “Se as coisas continuarem assim terei que te demitir, Genivaldo. Prefiro plantar soja a vender carne a preço de banana”, dizia o seu patrão.

- “O problema está na qualidade da carne”, afirmava Genivaldo. Ele acreditava que o governo não fiscalizava adequadamente todas as fazendas, e por isso os europeus acabavam generalizando, e puniam todos os produtores com a suspensão das importações.

E ele tinha razão... muitos produtores alimentam o gado com caroço de algodão para economizar, e essas sementes contém um óleo que deixa a carne com um sabor estranho. Revoltado com a situação, Genivaldo encontrou uma solução: - “Vou para Brasília reclamar da qualidade da carne brasileira! Irei procurar o ministério da agricultura e denunciar todas as fazendas irregulares da minha região.”

Na semana seguinte, Genivaldo fez uma lista com os nomes dos fazendeiros que mantinham os animais fora das exigências sanitárias, pegou todas suas economias e comprou uma passagem de ônibus para Brasília.

Ao chegar à rodoviária de Brasília, percebeu que a cidade era maior do que imaginava. Procurou então pelo guichê de informações e foi recepcionado pela Soraia, uma atendente linda: morena... coxas esculturais... corpo em forma de violão... olhos verdes... bumbum empinadinho... peitos redondinhos... cabelos ondulados como uma samambaia... enfim, era a própria perfeição materializada na forma de mulher. Ela se inclinou exibindo seu decote fenomenal e perguntou: posso te ajudar?

Engasgado pela beleza daquela jovem, Genivaldo respondeu: - P-p-pode s-s-sim. Quero saber onde fica o ministério da agricultura? Soraia sentiu uma inexplicável atração por aquele desconhecido. Respondeu para ele não se preocupar... disse que seu turno de trabalho estava acabando e o acompanharia até lá.

Ao chegar, o ministro não quis atendê-lo, fato que deixou Genivaldo profundamente entristecido. Soraia, muito curiosa, perguntou então qual o motivo de sua viagem?

- “Queria reclamar da qualidade da carne brasileira.” Respondeu.

A reação de Soraia foi imediata: agarrou Genivaldo e deu-lhe um longo beijo. Em seguida tirou a roupa e fizeram sexo selvagemente no gramado atrás do prédio do ministério. A garota era insaciável e queria mais... Levou Genivaldo para casa e passaram a noite toda na fodelança... Ela teve orgasmos múltiplos. Gritou e gemeu como uma autêntica vaca louca. Genivaldo nunca havia tido uma noite de sexo tão quente e selvagem como essa. Acordaram melados, atordoados e embriagados com o cheiro de sexo que se espalhava por todo o apartamento. No dia seguinte ele decidiu que se mudaria para Brasília.

Desde então, após cada noite de sexo brutal, Soraia pede a Genivaldo para fazer-lhe uma cunilíngua e em seguida solta a pergunta:
- “Genivaldo, meu amor, você ainda acha que deve reclamar da qualidade da carne brasileira?

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06 Março 2008

La Vie en Rose


Você tem que se odiar pra beber Rosa. Puta pinga ruim do caralho!!! E fora isso, toda a vez que uma garrafa desse aguardente hediondo esteve em minhas mãos, coisas péssimas aconteceram. Tá, eu sei que tudo isso aconteceu porque eu estava bêbado, e se estivesse bêbado de qualquer outra bebida eu também faria merda. Mas a idéia não é essa. Algumas coisas só acontecem quando a Rosa está trabalhando na sua mente. E não é só comigo que isso acontece. Mas ainda assim essa bosta de pinga tem um fascínio.

Uma vez ficamos bebendo até umas tantas no Porão. Estávamos eu, PP e o Almir. Completamente embriagados tivemos a idéia de ir pro Love Story. Já estávamos tão bem que nos perdemos no caminho e tivemos que pedir informação prumas putas. Claro, perguntamos pras pessoas certas, tendo em vista que TODA a puta do centrão conhece o LS. Chegando lá, resolvemos tomar os últimos drinks, tendo em vista que a bebida lá dentro é absurdamente cara. Paramos na barraquinha em frente e começamos a pensar no que beberíamos. Foi quando eu a vi. A ROSA. Nenhum dos dois conhecia-a. Desconheciam seu poder. E beberam com aquela cara de nojo que todos fazemos quando bebemos algo realmente ruim. Some-se isso às dezenas de cervejas que já tínhamos tomado no Porão. O resultado não poderia ter sido diferente...

Entramos, Ah!!! O Paraiso!!! Aquele monte de putas bêbadas dançando aqueles funks cariocas da pior qualidade... A maioria já semi-nua... Nisso eu olho pro lado e vejo o Almir vomitando litros e litros na pista. Os seguranças desesperados. Até que ele resolveu ir ao banheiro e, é claro, vomitou por todo o caminho. Desmaiou num canto qualquer. E o PP, idem, com o único diferencial de não ter gorfado. Nesse meio tempo, eu resolvi trabalhar, e acabei beijando uma putinha bem gostosinha ( enquanto eu pensava “putz, quantas rolas ela já chupou hoje?” ) que me cobrou a “módica” quantia de cem mangos pra fazer um “pograma”. Caí fora e fui tentar a sorte com outras. Beijei mais umas duas e o preço foi baixando. Mas eu não poderia largar os dois ali da maneira que estavam, então fomos embora ( quase oito da matina ).

Foi uma balada leve, tendo-se em consideração o que eu já vi acontecer envolvendo a Rosinha. Carros perdidos. Mulheres perdidas. Filhos perdidos. Isso faz qualquer vexame parecer apenas o que é, ou seja, nada.
Fodam-se.

Vomitado por Braga

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05 Março 2008

Os cigarros são nossos amigos



A mão do Senhor lançou sete pragas sobre o Egito, abriu o mar vermelho, conduziu Ezequiel contra os amaldiçoados e colecionou uma série de feitos memoráveis. “Eu Sou o que Fui; Sou o que Sou; Eu Sou o que Serei” disse o Mestre ao contemplar a sua própria infinidade. Mas há algo que, muito além das possibilidades do Salvador, apenas Philip Morris conseguiu: vender vinte unidades de conforto para a alma, em todas as esquinas de São Paulo, por R$ 3,10.

Levou um pé na bunda e está angustiado? Fume um cigarro e acenda outro logo em seguida, você irá se sentir bem melhor. Aquela sensação de vazio no peito logo será amenizada, pois seu peito estará preenchido, mesmo que seja por fumaça. “Mas e quando acabar o cigarro?” Poderão perguntar os mais pessimistas. A resposta é simples: basta acender outro.

Está bêbado na rua, no meio da madrugada, e não tem como voltar pra casa? Acenda um cigarro a cada vinte minutos e nem frio sentirá! Além disso, você não vai ficar panguando no centro com aquela cara de otário, correndo o risco de ser assaltado ou currado. Você é um cara foda! Você fuma!

Está com fome? Fazendo regime ou sem grana pra comer? Acenda um cigarro e relaxe! Você só vai sentir fome outra vez quando estiver na hora de acender outro cigarro. E, além do mais, seu vestido para o baile do XI agradece. É assim que, juntamente com o Prefeito Kassab, estamos lançando o projeto “não dê comida, dê cigarro” , pois é possível matar a fome dos mendigos sem que depois eles saiam cagando e emporcalhando toda a rua.

Sabe aquele dia em você tem uma prova fudida do Valadão. Chegou cedo na biblioteca,mas encheu o saco de ficar com a bunda pregada na cadeira, lendo as notas de rodapé do único livro decente escrito pelo comprarato? Já dormiu sobre os livros antes? É só dar uma saidinha para fumar a cada 45 minutos e reanimar o animus estudandi! Ah tá, lembrou daquela dica do professor do cursinho que mandava comer um chocolate nessas ocasiões. Cai na real minha filha! Você tem cinco anos de escritório e cerveja para administrar, se resolver comer chocalates por qualquer coisinha vai acabar com o mesmo formato de uma televisão de 42 polegadas, e nenhum cowboy do marlboro vai ter vontade de aparecer dentro de você.

Está puto (a) da vida com aquele cara (mina) que está fazendo o maior sucesso no barzinho, falando alto, gesticulando e sendo o centro das atenções? Chegue discretamente do lado da pessoa, acenda o cigarro e fume segurando a guimba sempre a uns 10 cm do braço do fulano (fulana); a natureza se encarrega de fazer com que ele (a) se queime e, com sorte, você pode até destruir aquela camisa (blusinha) que custou uns 300 paus.

Além disso, há todo o charme do cigarro, que pode ser perfeitamente constatado nos caras mais fodas da história do cinema. Para encurtar caminho, fiquemos em Rick (Humphrey Bogart) de Casablanca (que fumava feito um forno de carvão vegetal do interior do mato grosso movido pelo trabalho de crianças pobres), e comia nada menos do que Ingrid Bergman – o registro histórico de que a beleza feminina antecede o lápis de olho e a escova progressiva.

Soluções metafísicas, pragmáticas e estéticas, o cigarro tem muito a oferecer; seus ensinamentos veiculados na TV ainda estão vivos entre nós:

“cada um na sua, mas com alguma coisa em comum” – não importa o quanto somos diferentes em nossos gostos e hábitos, pode haver um fator de unificação que nos coloque em igualdade. Ou seja, o FREE já oferecia nos anos 90 o que os comunistas prometem ainda hoje.

“um raro prazer” – nunca estamos satisfeitos e sempre, através de buscas insanas, procuramos bebidas melhores, drogas melhores, mulheres melhores, isto é, alimentamos a procura por um prazer além do conhecido. Com esse raro prazer, carlton já nos oferece o que queremos, no balcão da padaria, e podemos abandonar nossos antigos sonhos de pedofilia, sadismo, heroína, assassinatos em massa... e até mesmo aquele típico de comer uma prostituta tailandesa em um barco, sendo que ela deve, necessariamente, estar com a cabeça afundada na água durante alguns minutos para que possamos gozar durante as contrações vaginais involuntárias decorrentes da asfixia por afogamento.

“Come to Marlboro Country” – a vida nas cidades degenerou o ser humano, trabalho excessivo, poluição, rotina, doenças cardíacas... Agora pensem: atravessar rios selvagens, laçar cavalos indomados, descabaçar indiazinhas adolescentes... sim, todos queremos viver nesse lugar, todos queremos nossa saúde de volta!

Agora só depende de você! Se você é um fumante convicto, parabéns; se não é, ainda há tempo! Os cigarros são nossos amigos e, como provaremos na próxima edição, as gorduras saturadas também.

Autor: "Presuntinho" (autorizado por Braga)

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Mocinhas Lindas e Delicadas

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04 Março 2008

Sufoco!

Estava no Café Aurora (maldita Treze de Maio!) daquele jeito legalzão que eu habitualmente ficava naquela época. Porra, serviam chope e caipirinha de graça até quatro da matina, imaginem o estado que vagabundo ficava. Mas, estando louco, lá prumas duas horas, eu vi uma figura de cabelo vermelho natural bagarái sentada só. Estava tão chapado que eu achei que era uma amiga minha de longa data e fui puxando assunto com a maior naturalidade do mundo. Sério, não era nem xaveco, eu realmente estava viajando.

Lá prumas tantas eu percebi que não era porra de amiga nenhuma e que, já que eu não tinha nada melhor pra fazer, tinha mais é que partir pra cima mesmo. Só que tudo já estava girando, e eu estava enjoado. Bem, pedi licença eu fui pro banheiro. Como eu vomitava! Mas foi minha salvação (ou não...), de estômago vazio, com a cara e a boca lavadas, com uma aparência bem melhorzinha, voltei ao meu labor tasquei-lhe um beijo. Ficamos nessa brincadeira por uma meia hora e ela me convidou pra sair dali, mesmo porque tava chato pra caralho.

Não me lembro do caminho, lembro que paramos numa farmácia pra comprar camisinhas e lembro vagamente de ter trepado com ela. E me lembro muito bem de como eu acordei... Abri meus olhos e me perguntei onde eu estava. Fui me lembrando aos poucos, até que olhei pro lado e vi um botijão de gás. Sério! A mulher tinha as formas idênticas. Enjoado que estava, fui ao banheiro, vomitei de novo e tomei uma ducha rápida. Puta que pariu, onde eu estava? Até que ela acordou com um puta sorriso... Bem, alguém se divertiu... Nisso eu ia lembrando vagamente das coisas, e minha situação não estava nada boa. Lembrei de onde ela disse que morava, Osasco, o mais longe possível de minha casa. Lembrei que não tinha nem mais um centavo no bolso. Saco!



Tive que conversar de maneira muito franca com ela, ou seja, inventei uma desculpa esfarrapada, pedi 10 mangos emprestados e acabei tendo sorte, ela quis me deixar no metrô. Ufa, dos males o menor. Ela foi tão gente boa que acabei dando meu telefone verdadeiro pra ela. Foi pena, pois dias depois ela me ligou toda carente e tive que dar um toco nela. Eu prezo minha vida! E uma explosão de bujão de gás é algo que eu não quero ver...

Bom, ainda naquele day after, quando eu estava voltando pra casa, eis que encontro o Edu, que também estava no Aurora, e contei a estória com cara de fudido. Ele riu. Era preu ter voltado de carro junto com eles, e eles haviam capotado, provavelmente ao mesmo tempo que eu metia com a gorda. Por sorte, nada sofreram, mas só o sufoco... Fico pensando quem se deu pior...

Regurgitado por Braga

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