Doentes.net

25 Fevereiro 2010

Carnaval novo, experiências novas

Acordo no meio da noite com um barulho na minha frente, uma coceira na boca, levanto rápido e ligo a luz. Arturo olha pra mim espantado e resmunga com uma voz rouca:
— A Deusa quer que você venha comigo.

WHAT THE FUCK?!

Bem, deixa eu contar desde o começo...

Semana passada Arturo saiu para festejar o carnaval e, como no ano passado, comer mulher fácil e carente. De preferência de graça.

Putas e bêbados afogados em álcool.
Putas e bêbados afogados em álcool.


Ele estava zanzando pelos becos próximos das arquibancadas procurando a mulher ideal quando então encontrou uma turminha bem extrovertida, descontraída, a quem se juntou para festejar.

Tomavam um resto de cerveja que repousava numa casca de laranja com poucos tocos de cigarro enquanto cantavam e dançavam ao som do samba no fundo. Foi quando o convidaram para ir na casa de um deles assistir um filme. Como baratas sempre confiam umas nas outras, foi sem receio.

Chegando lá Arturo notou que a casa do seu novo amigo também era uma espécie de drive-thru abandonado. Pegaram bebidas e sentaram para assistir um filme que Arturo não lembra o nome mas diz que gostou muito.

Romance e musical, sagaz combinação.
Romance e musical, sagaz combinação.


No que acabou o filme ainda durante os créditos, seu amigo que se chamava Gulik levantou e disse pro pessoal:
— Vamos levar Arturo para festejar no templo!

Arturo já estava gostando daquele pessoal, eles só faziam festa. Decidiu aceitar o convite e acompanha-los enquanto já corriam pela rua cantando trechos de músicas do filme que acabaram de assistir.

O templo não ficava longe, era só uma garagem que foi aproveitada para reuniões da galerinha. Chegando lá Gulik pediu que entrassem. Tudo estava escuro, quando uma luz azul acendeu. Tinham mais baratas lá, Arturo contou 22 no total.

Mas no que as luzes acenderam, algo estranho aconteceu: Gulik pediu para todos fazerem silêncio e se curvar perante a Deusa.

Arturo estava muito bêbado para notar que havia uma enorme batata num altar, São Gulik (a quem os outros se referiam) estava de pé em um pentágono e ele falava linguás estranhas para Arturo e também para todos.

Haviam até crianças lá. São Gulik se aproximava de algumas baratas que pulavam e rodopiavam na primeira fila, colocava sua mão na cabeça delas e dizia algo, elas então caiam no chão a se espernear e se contorcer.

Seita da Batata Branca.
Seita da Batata Branca.


Chocado Arturo quis ir embora mas São Gulik disse:
— Você quer mesmo nos deixar depois de tudo que fizemos juntos?

Arturo se sentiu culpado por querer abandonar seus novos amigos e decidiu ficar, afinal não era tão ruim, só era estranho, muito estranho.

Arturo observava que não tinha mais cerveja nem cigarro ou drogas(entorpecentes), todos ali agora só cantavam mal músicas igualmente ruins em louvor à Deusa, ninguém queria saber de sexo casual ou de festejar no estilo carnavalesco que deixaram pra trás a poucas horas. Eles só se importavam em venerar a tal Batata.

Alguns dos novos amigos de Arturo viram que ele não estava se enturmando e o puxaram pelas patas e o levaram para dançar lá na frente do altar até cansar.

No final das contas Arturo não transou de graça, e agora estava comprometido a comparecer no templo a cada 5 dias para festejar com os amigos a Deusa Batata (que por sinal é muito gostosa quando frita, cozida, assada, esmagada e plantada).

FIM.

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09 Março 2009

Memórias de um carnaval

Carnaval é a época perfeita pra pegar mulher, elas estão tão carentes e desesperadas quanto os homens que as procuram. Acasalar assim é muito fácil, principalmente com barangas (ou travestis*).

Este ano Arturo aproveitou bem o carnaval, a única coisa que presta nesta festa é tirar o atraso mesmo. Então segue abaixo algumas fotos do feriadão. (Nota: algumas fotos mais explícitas foram omitidas pois este blog também é visitado por crianças, muitas, muitas delas.)

Arturo no bar
No barzinho.


Arturo já sabe nadar!
Relaxando na banheira.


Arturo cavalgando numa potranca
Vaqueira, iiiirrrraaaa!.


Arturo Tirando uma soneca
Foi bom pra você?

*Lembre-se:
Se beber, use camisinha.

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18 Janeiro 2009

A Caverna de Platão, Zaratustra, e a troca de informação entre idiotas

Ontem conversando com Arturo (minha barata morta de estimação), ele contou que certa vez explorando o mundo passou por um formigueiro e resolveu ver o que acontecia de interessante ali.

Após observar seus comportamentos por alguns minutos, Arturo se aproximou e perguntou
— "o que vocês estão fazendo?", após uma longa explicação do processo socioeconômico, uma formiga perguntou:
— "e você, não trabalha também?", após uma longa explicação do processo socioeconômico, as formigas se revoltaram e começaram a atacar Arturo.
Para elas, no mundo delas, a sua civilização e sociedade eram perfeitas, e estocar alimento e adorar a rainha era a coisa mais importante´de sua existência.

Arturo ficou assustado com tanta violência, começou a correr e fujir. Após alguns metros parou e viu que uma formiga estava presa na sua asa, mordendo-a. Arturo preocupado disse:
— "Me larga! sou maior que você, você não venceria numa luta corpo-a-corpo."
A formigunha largou Arturo e disse:
— "Você não é mais bem vindo em nosso formigueiro, suas idéias são absurdas, se aparecer aqui será linchado e apedrejado até a morte."
Antes de ir embora, a formiga pediu que Arturo a levasse de volta ao formigueiro pois estava perdida e não sabia como retornar.
Arturo a ajudou e então perguntou:
— "Só estamos a 5 metros de seu formigueiro, como você não sabe chegar lá?", ela respondeu:
— "Nunca saí de lá, tudo o que eu preciso está lá, todas minhas amigas estão lá, elas trazem comida pra mim, me protegem. Tenho internet banda larga, sou uma pesquisadora de google, não tenho motivos pra me arriscar."
Arturo pensou em voz alta com seu microcérebro (que assim mesmo era maior que o da formiga):
— "Uma vida assim parece interessante, eu não estaria com tantas cicatrizes pelo corpo se vivesse assim."
Ao chegaram na fronteira do formigueiro, foi recebido a pedradas e vaias. A formiga que o acompanhava se juntou às outras e gritou:
— "Lembre-se, nunca mais volte aqui!"
Arturo então foi embora.

Após alguns segundos, Arturo chegou num penhasco e pensou em voar, tentou balançar suas asas, mas elas ainda eram fracas por ainda ser tão jovem.
Escorregou e caiu num lugar escuro e úmido. "Foi aí que conheci você! Lembra-se?"

Moral da história: Pessoas esquizofrênicas que usam drogas tem alucinações que conversam com baratas mortas.

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24 Dezembro 2008

VI - Apologias & Remissões

Pedimos desculpas, mas Arturo não se encontra mais em condições de continuar narrando sua vida.
Por motivos de força maior, esta coluna se encerra aqui.

Mas não fiquem tristes! Arturo nos pediu que deixasse uma foto sua para que lembrem-se sempre dele e suas aventuras!

Arturo te deseja um Feliz Natal!

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23 Dezembro 2008

V - A Verdade

Sem forças, Arturo agonizava, seus gritos ecoavam pelas paredes vazias de seu mundo.
Carmim era a luz que chegava à seus pequeninos olhos.

Logo o negror adentrava sua mente, quando o Senhor onipotente lhe pronunciou mais uma vez.
—Breve toda a dor passará, o sofrimento acabará.
Tu te juntarás à teus familiares e ente-queridos, no merecido descanso eterno.

Ele então afastou-se de Arturo, levando com ele a luz, o Bastão, e o Artefato.
Deixando seu mundo nas trevas e agonia.
E nunca mais retornou.

Arturo

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22 Dezembro 2008

IV - Adendo, A Iª Edição.

Quem vos fala é Magnânimo Lorde da Luz.
Trarei para vós as almas capturadas pelo Artefato.

Se viveis em uma realidade linear,
verificai as passagens anteriores das mitológicas aventuras de Arturo.

E regozijai-vos-las!

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20 Dezembro 2008

IV - A Chuva de Dor e Agonia

Muitos Aeons se passaram desde que o Senhor partiu.

Sentindo-se só nas negruras de seu mundo, Arturo tentava encontrar respostas para sua vida.
Palpava as paredes, provava-as procurando alimento, cheirava-as, mas tudo era liso e escorregadio.

Quando inesperadamente a luz retornou, e dela surgiu o SENHOR.
Ele carregava um bastão, Ele mostrou o bastão para Arturo.

Um grande símbolo V moldurava o bastão. Esperançoso Arturo pensou:
—Será o V da Verdade universal?

Quando o onisciente Lorde respondeu com sua possante voz:
—Perdoai-me, ó pequenino, mas invadiste minha morada, e agora sofrerás o castigo.

Seguiu-se uma chuva inacabável. Os olhos de Arturo mal conseguiam se abrir.
Suas pernas estavam pesada, ele tentava correr, fugir.

Mas seu mundo era vazio, e não tinha onde se esconder da Fúria do Senhor.

Arturo

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18 Dezembro 2008

III - O Artefato

O Glorioso LORDE da Luz retornou trazendo-lhe o conhecimento do mundo.
Arturo pode contemplar novamente sua morada, porém tudo continuava vazio.

Quando o SENHOR colocou diante de seu belo rosto um artefato miraculoso.
Parecendo uma máscara de um Ciclope, Sua onividência relampejava perante Arturo.

—Porque te iraste? Pergunta Arturo enquanto raios de luz o almejavam.
Desesperado tentava fugir, mas estava aprisionado em seu mundo vazio.

Quando o Lorde se afastou. Levando com ele o Artefato.
Os raios, e a luz.

Arturo

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16 Dezembro 2008

II - O Começo

No início só havia escuridão, quando Ele apareceu e criou a luz.
Ele viu que a luz era boa, então regozijou-a.

Iluminado pela luz, Arturo contemplou o mundo ao seu redor.
Mas tudo estava vazio.

Foi quando o SENHOR apareceu, com Sua pele pálida e Seus longos cabelos negros.
Aproximou-se de Arturo e disse com sua voz possante: Não saias daí, ó pequenino.

O SENHOR então desapareceu, retornando o mundo às trevas.
Como se a luz o acompanhasse.

Arturo

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15 Dezembro 2008

I - Apresentação.

Olá, meu nome é Arturo, e pelos próximos dois anos irei narrar aqui a minha vida, na terceira pessoa!
Preparem-se para as mais inusitadas situações.

Fiquem antenados!

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