Doentes.net

14 Abril 2008

De Manhã no Metrô


Lá estava eu, no trem do metrô, apertado, atrás de mim aquela parede que tem ao lado das portas, na frente uma garota gorda com a cara cheia de espinhas e o nariz sujo. Que merda, nunca para uma menina bonitinha perto de mim, ou é homem ou é baranga.

Do nada comecei a sentir ânsia, sabe como é, né? Aquela vontade irresistível de botar o café da manhã pra fora. Deve ter sido a pizza vagabunda que havia jantado no dia anterior ou talvez a meia garrafa se sakê que eu tomei pra acompanhar.

Levei a mão a boca pouco antes da primeira contração vomitativa. Imediatamente a gorda recuou pisando no pé de um senhor careca que estava atrás dela e empurrando o cara e a todos que estavam no caminho. Assim a escrota conseguiu abrir um meio metro de distancia entre ela e eu. Sorte dela, eu pensei...

Consegui segurar a primeira contração, mas na segunda não teve jeito. Virei de costas pro povo, abaixei e mandei ver no chão bem pertinho da parede. A coisa não parava mais, era muito, muito vômito mesmo, chegou a sair até pelos buracos do nariz.

Puxa, o sabor da pizza foi bem melhor na entrada do que na saída.


Entre uma onda de vômito e a próxima eu conseguia olhar em volta e notar a cara de nojo das pessoas que já haviam aberto naquele trem lotado um perímetro de segurança de metro e meio a minha volta.

Se não fosse tão trágico seria engraçado. Mentira, era engraçado pra cacete ver aquele pessoal querendo manter distancia de minha humilde pessoa e de meu não tão humilde vômito.

Eu não conseguia parar de vomitar, cada vez que levantava a cabeça e tentava deixar o corpo ereto vinha mais vômito pela garganta e eu tinha que abaixar e liberar a meleca novamente.

A coisa toda deve der levado pelo menos um minuto, tempo pra caralho pra quem tá vomitando.

O vômito cessou, mas o show não havia acabado...

Apesar de ter conseguido manter minha camisa e calça imaculadamente limpas, meus sapatos estavam uma lástima. Tinha uns grãos de milho no pé direito e pelo menos um pedaço de palmito no esquerdo.

Quando parecia que a coisa não podia piorar o metrô freia meio bruscamente para parar em uma estação. Com a inércia o vômito escorre rapidamente pra frente da porta. A porta abre, pensei em descer, mas não consegui, eu estava paralisado num misto de vergonha e curiosidade. Fiquei ali parado olhando.

As pessoas estavam descendo do vagão pulando a poça de vômito e o vão entre o trem e a estação ao mesmo tempo, até ai tudo bem, a merda foi quando as pessoas que estavam na estação começaram a entrar no trem e pisar na minha sujeira. Não tem espaço suficiente entre a pessoa da frente da fila e a de trás para que esta veja o chão direito, logo, O pessoal entrava, pisava no vômito e espalhava a caca pelo trem. Se não tivesse sido eu o artista responsável pela obra e se não estivesse também pisando no jantar de ontem tenho certeza que estaria me divertindo com a cena.

O cheiro estava horrível e já tinha gente sentindo ânsia quando uma senhora de uns 60 anos entrou no vagão sem perceber que o chão estava todo melado. A coitada escorregou e caiu sentada na sopa de bílis... Foi demais pra mim, empurrei o pessoal que estava empacado na porta tentando entrar e cai fora sem olhar pra trás...

Subi as escadas o mais rápido possível e só parei na rua. Limpei a boca e depois os sapados com alguns lenços de papel que eu tinha na minha pasta e andei o restante do trajeto até meu trabalho.

Tenho certeza que esse é só o começo de uma semana maravilhosa.

Densha Otoko
vai pegar o metrô em horário diferente de hoje em diante

Marcadores:

05 Abril 2008

A culpa é dos Outros

"Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu."
— Stephen Henry Roberts

Algumas pessoas se perguntam porque um zé-ninguém, agnóstico, libertino, boêmio, sofre um acidente que deveria ser fatal, mas sobrevive, enquanto uma família de fiéis evangélicos sofre um acidentezinho insignificante e morrem brutalmente despedaçados com suas entranhas espalhadas por dezenas de metros.

Não, a resposta não é observação seletiva, a resposta é Deus! Não o SEU Deus mas o OUTRO!

Cada divindade não gosta uma da outra, cada um deles quer monopolizar os adoradores, Allah não gosta de Jesus, Krishna não gosta de Maomé, Thor não gosta de Jeovah, e assim por diante.

Se você prestou atenção nas suas respectivas escrituras sagradas, deve ter notado como SEU deus condena todos os outro falsos deuses, como eles estão sempre guerreando entre si, no Mahabharata, no Eddas, etc. O Panteão certamente não é um lugar tranqüilo.

O que acontece então? Um desses deuses começa a matar os seguidores do outro. Não adianta nem ser um fiel dedicado à uma religião, o SEU deus não conseguirá te proteger contra todos os outros o tempo todo.

E se você não adora-Lo, irá pro inferno. Sim o inferno é único, existe apenas UM Diabo, e uma hierarquia de demônios e legiões de entidades malignas prontas a te fazer sofrer eternamente.

Cada deidade usa alguns de seus seguidores como soldados para converter seguidores de outras religiões, seja por coação, pavor psicológico, ameaças ou extorsões. Porque você acha que existe terrorismo? Temor. A melhor maneira de arrecadar fieis é apavora-los, fazer eles perceberem que adoram o deus errado, e matar os que não se converterem. E isto não é exclusividade dos fanáticos muçulmanos, você apenas foi doutrinado a ter este preconceito. E por quem?


Não importa se você decidir que vai idolatrar todos eles. Sempre haverá alguns deuses que foram expulsos do Panteão, ou algo assim, e eles farão questão de tornar sua vida um inferno. Tem gente que até inventa pra si mesma um deus mais fodástico que todos eles, só para tentar escapar do inevitável.

Mas quem mais sofre é o cara que tá pouco se lixando se existe algum desses deuses. Ele é alvo de TODOS estes grupos, todos querem adota-lo às suas respectivas irmandades. Quem menos se importa com isso são os deuses, já que essas pessoas não preferem nenhum deles, então não há competição para ver quem consegue ser mais adorado.

Fomos criados a Sua imagem e semelhança?
Certa vez alguém fez uma analogia de que deuses seriam crianças mimadas, birrentas, egoístas, vingativas. Eu até me perguntaria se isto tem alguma verdade, porém eu não acredito nesta baboseira toda!

Marcadores: , , ,

12 Março 2008

Crônicas do Cotidiano II

Genivaldo contra a Espanha

Genivaldo acordou pela manhã, abriu o jornal e irritou-se com as notícias.

- Agora mais essa... o governo espanhol anda maltratando os brasileiros...

Saiu de casa com uma idéia latente na cabeça:

- Queimarei uma bandeira da Espanha. O povo brasileiro merece mais respeito!!

Como no caminho que fazia diariamente até o trabalho, passava em frente ao consulado do país Ibérico, pensou rapidamente num plano. Comprou um litro de gasolina, colocou em uma garrafa de vinho barato, juntou alguns pedaços de tecido e pronto: lá estava um coquetel molotov pronto para ser lançado sobre a bandeira. Com sede por vingança, ele esperou anoitecer e então dirigiu-se em direção ao mastro onde estava o estandarte hispânico. Só tinha um pensamento em mente:

- Espanhóis malditos... Retaliação já!!!

Genivaldo se preparava para acender o artefato, quando Soraia, uma segurança de beleza fora do comum, morena... coxas esculturais... corpo em forma de violão... olhos verdes... bumbum empinadinho... peitos redondinhos... cabelos ondulados como uma samambaia... enfim, era a própria perfeição materializada na forma de guarda feminina. Ao ver a cena, Soraia sentiu uma inexplicável atração por aquele desconhecido e lhe perguntou:

- O que pretende fazer com isso?

-Odeio espanhóis, respondeu Genivaldo

Em seguida, não resistiu à beleza da segurança e teve uma forte ereção... O olhar da policial foi atraído para o volume em suas calças que, já excitada, lhe perguntou:

- Odeia espanhóis, não é... mas aposto que adora uma espanhola...

Então Soraia recolheu a bandeira, estendeu-a no chão, deitou sobre ela e chamou Genivaldo. Tiveram uma longa noite de sexo no estacionamento do consulado. Finalizou a noite com uma espanhola nos deliciosos seios de Soraia. Antes de ir embora ele usou a bandeira para limpar todo esperma que derramou no rosto daquela bela mulher.

No dia seguinte, ao olhar para o mastro, o cônsul da Espanha perdeu alguns minutos tentando entender a origem daquelas manchas esbranquiçadas no meio de sua bandeira...

Marcadores: , ,

07 Março 2008

Crônicas do Cotidiano

GENIVALDO E A VACA LOUCA

Genivaldo era trabalhador rural e cuidava do rebanho bovino do seu patrão. Ultimamente estava preocupado, pois os governos europeus haviam anunciado que não comprariam mais carne brasileira.

- “Se as coisas continuarem assim terei que te demitir, Genivaldo. Prefiro plantar soja a vender carne a preço de banana”, dizia o seu patrão.

- “O problema está na qualidade da carne”, afirmava Genivaldo. Ele acreditava que o governo não fiscalizava adequadamente todas as fazendas, e por isso os europeus acabavam generalizando, e puniam todos os produtores com a suspensão das importações.

E ele tinha razão... muitos produtores alimentam o gado com caroço de algodão para economizar, e essas sementes contém um óleo que deixa a carne com um sabor estranho. Revoltado com a situação, Genivaldo encontrou uma solução: - “Vou para Brasília reclamar da qualidade da carne brasileira! Irei procurar o ministério da agricultura e denunciar todas as fazendas irregulares da minha região.”

Na semana seguinte, Genivaldo fez uma lista com os nomes dos fazendeiros que mantinham os animais fora das exigências sanitárias, pegou todas suas economias e comprou uma passagem de ônibus para Brasília.

Ao chegar à rodoviária de Brasília, percebeu que a cidade era maior do que imaginava. Procurou então pelo guichê de informações e foi recepcionado pela Soraia, uma atendente linda: morena... coxas esculturais... corpo em forma de violão... olhos verdes... bumbum empinadinho... peitos redondinhos... cabelos ondulados como uma samambaia... enfim, era a própria perfeição materializada na forma de mulher. Ela se inclinou exibindo seu decote fenomenal e perguntou: posso te ajudar?

Engasgado pela beleza daquela jovem, Genivaldo respondeu: - P-p-pode s-s-sim. Quero saber onde fica o ministério da agricultura? Soraia sentiu uma inexplicável atração por aquele desconhecido. Respondeu para ele não se preocupar... disse que seu turno de trabalho estava acabando e o acompanharia até lá.

Ao chegar, o ministro não quis atendê-lo, fato que deixou Genivaldo profundamente entristecido. Soraia, muito curiosa, perguntou então qual o motivo de sua viagem?

- “Queria reclamar da qualidade da carne brasileira.” Respondeu.

A reação de Soraia foi imediata: agarrou Genivaldo e deu-lhe um longo beijo. Em seguida tirou a roupa e fizeram sexo selvagemente no gramado atrás do prédio do ministério. A garota era insaciável e queria mais... Levou Genivaldo para casa e passaram a noite toda na fodelança... Ela teve orgasmos múltiplos. Gritou e gemeu como uma autêntica vaca louca. Genivaldo nunca havia tido uma noite de sexo tão quente e selvagem como essa. Acordaram melados, atordoados e embriagados com o cheiro de sexo que se espalhava por todo o apartamento. No dia seguinte ele decidiu que se mudaria para Brasília.

Desde então, após cada noite de sexo brutal, Soraia pede a Genivaldo para fazer-lhe uma cunilíngua e em seguida solta a pergunta:
- “Genivaldo, meu amor, você ainda acha que deve reclamar da qualidade da carne brasileira?

Marcadores: , ,