
Hoje quando fui fazer minha pirataria matinal, dar aquela descarregada num torrent ilegal que viole ao máximo os direitos autorais do maior número de artistas possível descubro que mininova terminou com os torrents públicos.
Até aí nada de mais, lembro que o próprio mininova foi o substituto do suprnova que por sua vez foi substituto do torrentbits. Não realmente substitutos, já que quando "matam" um nascem centenas só de birra, mas substituto no sentido de popularidade, a mesma popularidade que faz pessoas usarem MS Windows: outras pessoas desenvolvem mais conteúdo pra este e não muito para Linux ou Mac OS. Pessoas mandam mais torrent pra poucos sites, que crescem.
Sem mininova ou piratebay o mundo não acaba, ainda existirão centenas de outros, mas é chato quando algum maluco ganancioso resolve que ninguém pode assistir seu filme sem autorização expressa emitida mediante nota fiscal e procuração, e resolve gastar toda bilheteria arrecadada processando "facilitadores". Chato ter que editar o keyword no plugin de pesquisa e incluir novos sites. Nisso eu lembrei do imã!
Magnet, DHT e Peer Exchange são o próximo terror das corporações. São descentralizados, independentes, e bastante funcionais.
Okay, tem gente que não sabe nem gravar de um videocassete pro computador, já vi muito filme nacional porcamente digitalizado, resolução pequena, bitrate exagerado, e tudo quanto é porcaria malfeita que você pode imaginar, mas segundo a filosofia dos boçais que tentam: é de graça, não reclama. Então é de esperar que no Brézil demore um pouco pra pegar, mas vou fazer minha parte mesmo assim.
Magnet é uma maneira de vincular a distribuição de um arquivo sem que informações deste fiquem armazenadas em outro menor. .torrent por exemplo você baixa um arquivo que contem informações do outro, estes torrents podem ser um formato proibido no site que o armazena. Magnet não. Magnet é só um link, como os do eMule (ed2k://), contendo o hash único do conteúdo, e o conteúdo virá depois:
DHT e PEX servem pra trocar informações de quem tem estes arquivos sem precisar de um tracker centralizado que possa ser bloqueado. Seu cliente peer-to-peer se comunica com outros clientes compartilhando informações sem que ela passe por um nó central.
Se cair um meteorito no servidor tracker lá na Suécia, você não poderia pegar aquela mp3 de forró com seu vizinho. Com DHT (Distributed hash table) e PEX (Peer exchange) uma "teia" é formada e nem que dê a volta no planeta você pode conversar com seu vizinho.
Pra que isso tudo funcione basta um cliente bom, torrent, edonkey, directconnect, tanto faz. A maioria dos atuais já adotou Magnet, DHT e PEX, quem precisa adotar também é você. Principalmente Magnet. Um exemplo de link Magnet é:
magnet:?xt=urn:btih:215f5986e5ad85300a13609d04e22c03e1f68b0d
Com este simples link você baixa (por protocolo bit torrent) uma coleção de 543 eBooks for Dummies (Em inglês. É só um exemplo. Se você não entende inglês, misture veneno pra rato com alvejante e beba!). Com DHT ligado, em poucos segundo pipocam 2000 e poucos peers, em menos de 1 minuto você recebe a informação de todo conteúdo, nomes de arquivos, etc.
Magnet pode ser usado pra outros compartilhadores, como DC++, eDonkey e Kazaa (obviamente também seus equivalentes, aMule, Shareaza, etc..). o
btih significa que é bittorrent, poderia ser
kzhash,
ed2k ou
dchub, onde aquelas letras e números subsequentes são o hash único do(s) arquivo(s) a ser(em) baixado(s). A maioria dos clientes geram o Magnet URI em algum menu, similar ao eMule. (Se você não lê manual e nem bisbilhota os recursos dos programas que usa, coloque umas bolinhas de naftalina no alvejante com raticida)
Acho que isso é tudo. Queria escrever um bônus sobre como mostrar uma imagem sem que ela exista, usando
data:base64, mas vou deixar só um exemplo. Veja o endereço desta imagem:
Abraços por trás.
H.
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